Terça-feira, 21 de Outubro de 2008

 

 

Não cansa pensar-vos.

Pudesse eu

fazer nascer Primaveras

de cada vez que vos olho.

 

 

 

 

Fotografia de © Ana Rita Pinto

 

 

 

 

Das árvores,

Cairiam folhas,

Letrinhas em forma de pétalas.

Pejar-se-ia o chão de palavras

Daquelas que gostamos de sentir

Como quando se pisa a relva

Muito macia

Nos pastos,

Como se do céu

Se tivessem soltado,

Quais pedacinhos de algodão,

Por tão fofos!

 

O chão seria fértil,

A ponto das palavras se juntarem,

Florescendo em frases,

Formando poemas loiros,

Ou mesmo cor de papoila…

 

Se eu pudesse,

Diria ao sol

Para que,

Só hoje,

Conseguisse nascer pequenino

Com ternura de menino,

Alvo, rosado,

Sorrindo.

Abraçaria as árvores,

Com seus bracinhos roliços,

Como que pedindo mimo.

Elas deixariam cair folhas

Com tal ternura

Que formariam na terra,

Um colchão,

De poemas feito.

 

E, abanando docemente os ramos,

As árvores, inclinar-se-iam

Entoando canções de ninar.

E os pardalinhos,

Ao ouvi-las,

Viriam trinar com elas,

Melodias que uma princesa

Lhes ensinou,

E o sol,

Ainda menino,

Adormeceria feliz…

 



publicado por Cris às 01:48 | link do post | comentar | favorito

2 comentários:
De Fatyly a 22 de Outubro de 2008 às 12:48
Uma ternura infindivável e fiquei sem palavras para "ninar":)
A foto...é linda!

Uma beijoca muitaaaaaaaaaa gande:)


De Nuno de Sousa a 21 de Outubro de 2008 às 11:45
Linda imagme e que pelo poemas, mais uma maravilha para ser lido.
Bjs grandes Cris,
Nuno


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