Domingo, 28 de Dezembro de 2008

Deixa que chova, que faça sol, que seja uma espécie de festa.

Não seques os lábios.
Faz deles dedos macios
que me percorram
que ondulem
que bailem em mim.

 

 

Fotografia de  © Michael Grotkamp

 

Corremos

Sobre um arco de cor

Que molda dois corpos.

Transpiramos ânsias,

Vontades,

Pistas que vamos deixando

Espalhar-se pelo chão....

 

Não olhamos para trás

Uma vez,

Duas,

Sequer uma!

Vais fazer-me a surpresa?

Vais chegar antes de mim?

 

Quando chegares

Fecha os olhos..

Teus braços

Envolverão um calor

Emanação de um prazer...

Experimenta banhar-te

Nas lagoas de chuva

Que musicarei para ti...

 

Nas margens

Palpitarão corações

Cheios,

Transbordantes

De luz

Dos cantos brandos

De cisnes negros.

 

Vais ver os dias

Cair em cascatas.

Vais ouvir todas as noites.

As árvores esconderão clareiras.

Dos ramos, penderão pedaços de leitos…

Será então que chegarei a ti!

 



publicado por Cris às 17:23 | link do post | comentar | ver comentários (8) | favorito

Sábado, 6 de Dezembro de 2008

 

[…] 

Quando morrermos, vamos esperar por nós junto ao mar!

Quando morrermos, vamos começar tudo de novo!

Quando morrermos, será lá o nosso ponto de encontro, já que nos encontrámos nos braços um do outro quando juntos fizemos um pacto.

 

 M.C.Miranda

 

Fotografia de © Maria João Marques

 

 

Acercar-me-ia de ti,
Do período de toda a comoção,
Como quando assim eu ficava,

Quando me lias
Por dentro…
 
Depois,
Quando já dormisses,

(Como adorava ver-te dormir!..)
Penduraria a lua no céu

Para que nem mesmo ela te perturbasse.
Vestiria o eco daquele tecido de lã tão brando,

Que quiseste fosse meu,
Porque mo havias dado

Para os momentos em que não podias estar,

Em que não me aconchegavas,
Porque não podias…
 
Mas vinhas!
Deixavas de correr para saltar,
Antecipavas-te aos teus gestos,
 Para que só houvesse lugar a sentir o paraíso,
Como uma oferenda,
Uma oração,
A tua escolha,
Dizias-me…
 

Retomo o fio da história que te contava

Ainda há pouco,
Ali, mais acima,
Naquele lugar onde fizemos o pacto
De que seria lá que nos encontraríamos,
Que nos esperaríamos.
 
É por ali que me resto,

Plena,
No porto seguro

Da mais bela manhã de um Dezembro,
Passeando-me pelo areal
De quando em vez amansado

Pelo toque anilado da lembrança dos teus olhos,

Ou,
Num excerto do mais encantado poema
Que um dia
Escreveste para mim.

 



publicado por Cris às 23:56 | link do post | comentar | ver comentários (29) | favorito

Quinta-feira, 4 de Dezembro de 2008

 

Trata-se de um prémio que nos obriga a escolher uma foto de que gostemos, ou nos diga algo em particular e a colocá-la em destaque.

Escolhi esta descaradamente roubada do portfólio da minha filha mais nova porque sempre que a olho, sinto nela todo o desejo, toda a saudade duma das partes de que somos feitas todas nós, as três, eu, e, mais do que filhas, as minhas maiores amigas.. Sem qualquer uma delas estou incompleta.

É a Arcada iluminada para o Natal que já anda por perto.

Conseguem ver-se duas partes, pelo que a fotografia está, propositadamente, incompleta...

Falta uma parte... Por isso, a escolhi, por isso, a olho tanta vez!

Falta já tão pouco, para que a olhe sem deixar cair uma lágrima na folha em que escrevo.


 

Estas são as regras do prémio:


1. Linkar quem concede o prémio;

2. Premiar oito blogs;

 

3. Manter a corrente do prémio.

(Porque vale a pena partilhar, porque vale a pena divulgar espaços que nos dizem tanto, que nos enriquecem)

 

Assim, agradeço com um beijo enorme à Cristina Mestre pela surpresa que me fez ao ter escolhido este lugarejo.

 

Os blogs que escolhi:

 

Deserto do Mundo

Estórias de Bicharocos e Bicharada

Humores

Outros Olhares

plan(o)alto dois

Reflexões Caseiras

Sem Censuras

Words

 

Fotografia de © Ana Rita Pinto - 2008 - Arcada/Braga

 

 

Gostamos por demais a forma daquele momento. Adivinhamos-lhe já o sabor. Saber-nos-á a chegada, ao abraço que com tanto cuidado guardámos. 

Ansiosas somos, até que ele chegue, silhuetas, ensaiando a canção do beijo que lhe daremos.

Quando ele vier, então sim, passearemos

Quando ele vier, então sim, contaremos histórias, tantas!

Quando ele vier, então sim, bastar-nos-emos, por tão completas nos sentirmos.

Quando ele vier, então sim, aquele abraço será o laço que lhe colocaremos tal como lhe dissemos que faríamos.

Quando ele vier... deixa, filhota, que te digamos, quando tu chegares, te juntares a nós, então sim, será NATAL.

Até já, Querida.

 

 



publicado por Cris às 23:20 | link do post | comentar | ver comentários (16) | favorito





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