Sábado, 31 de Janeiro de 2009

 

 

Nada dizer ...

Deixar que o tempo lhe lave os sonhos...

Não tarda,

terá um ramo de recordações,

um passado,

terno como a noite,

Jardim da Emoção

por onde passeava,

antes de se recostar no peito calmo dum poema.

 

 

 

 Imagem de © A. Almeida

 

 

Saboreia a voz de água doce da fonte

deixando-se levar por tão terna melodia,

experimentando a graça de se sentir tão bem,

enquanto o sol aquece

as pétalas alvas da poesia que ela vai cantando...

 

Hoje seria incapaz de escrever.

Hoje quer ser dela,

ouvido absoluto.

 

 



publicado por Cris às 16:42 | link do post | comentar | ver comentários (25) | favorito

Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2009

 
Olhar o mar…
Como se olha para o céu…
Como se olha para o campo...
 
 
 

Fotografia de © Cees Kuijs

 

 

 

 

 

As estrelas estão lindas, brilhantes num firmamento trigal.

Os peixes são agora papoilas, e, as ondas mil flores silvestres, ondulando sob nuvens, vagas de espuma em flor!

As algas entrelaçam-se, trepadeiras, namorando os astros quais frutos em árvores frondosas!

O coral é já sol-posto, repousado em rochedos, horizontes, sobre oceanos, prados a perder de vista...

Já se adivinha o encanto...
A maré-cheia corre. Estende seus braços de água, e, transformada em ribeira, ladeia, cantarolando, o imenso areal dourado, qual eira, enchendo-a duma frescura tão marinha, tão campestre!

Brotam os búzios viçosos, as conchas são borboletas com asas de madrepérola. Cantam com voz de aroma de marés vivas sobre campos azuis, prontos para serem ceifados.

 
Dormem os pescadores.
Descansa a faina...
Sonham que são lavradores...
 

Veste-se a praia de verde e pede à noite que se junte à fantasia que lhe traga o vento para com ela bailar ao som da melodia das dunas tão moçoilas, lindas ceifeiras!

Lá longe a montanha sorri e a festa vai durar. Vai estender-se pela madrugada até que o dia os avise que é tempo de recolher porque a noite quer ir deitar-se e o sol-posto vai ser de novo coral...

 
Descansa o encanto enroscado nos braços do dia deixando viva a promessa de que vai voltar…

Trará com ele a noite e será outra vez festa, num campo verde... no mar!

Fará os pescadores dormir de novo, repousando da faina, sonhando que são lavradores...

E a praia vestir-se-á de verde. Bailará descalça, varina, com a brisa, o xaile que lhe adornará os ombros, num mar vestido de campo, olhada pelas dunas ceifeiras, nos braços ternos do vento!

 

 

 

Julho de 2002

 

 



publicado por Cris às 23:22 | link do post | comentar | ver comentários (18) | favorito

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

 

 

...o tempo de nada mais acontecer, de nada mais encantar.

Era o apetecer a cabotagem do [teu] beijo delinear as margens multicolores do [meu] silêncio.

 


                                     [...] 

Lembra de mim!
A gente sempre
Se casava ao luar
Depois jogava
Os nossos corpos no mar
Tão naufragados
E exaustos de amar…

Lembra de mim!
Se existe um pouco
De prazer em sofrer
Querer te ver
Talvez eu fosse capaz
Perto daqui
Ou tarde demais…

 

Excerto da canção “Lembra de Mim”

Letra de Vítor Martins
Música de Ivan Lins
 
 
Fotografia de © Michael Grotkamp
 
Vou colhendo pôr de sois
Que espalho pela noite.
Não perguntes porque choro,
Não te daria a razão.
Mas enquanto semeio brilhos,
Vou-me perdendo,
Valsando,
Imaginando que te toco,
Te sinto...

Não nego que nos concebo,
Enquanto exala do chão
A música,
A subtil fragrância
Que valsa também,
Ao som do brilho
Dos pôr de sóis,
Que pela noite espalhei...

 

 



publicado por Cris às 03:29 | link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito

Quinta-feira, 15 de Janeiro de 2009

 
 
Hoje, Maria, a minha Fatyly, a Mãezona mais Linda, (como eu gosto de te chamar assim!), vais encher este espaço.
Porquê? Porque há muito que tenho vontade de te dar um presente.
Quero dar-to aqui, para que possas embalar-te, ao som desta música que te vai recordar a terra bonita, que vais partilhando com todos os que contigo convivem.
Gosto tanto de te ouvir falar dela, de ver a ternura com que nela pegas, como quem segura um bebé, e, o põe, com carinho de mãe, no colo.
É assim que te vejo, sempre que falas dessa terra vermelha, rubra de vida.
Imagino-te a abrir a mala de cânfora…
Imagino-te a pegar nas recordações, para nos aromatizar os momentos…
Preenches-me, Amiga.
Guardo todos os comentários que me vão pondo aqui…
Mas, hoje? Hoje, estou a pegar em pedacinhos dos teus.
Não posso dar-te a fotografia da tua casa, mas, fui à procura de uma flor, que sei que vais adorar.
Obrigada por tudo!
Tal como tu dizes: A vida é feita de colares todos eles rendilhados conforme o brilho que lhe damos.
Por isso, Maria, aquilo que eu QUERO (sorrio-te, porque faço deste comentário tão teu, o meu pedido, transformo-o no beijo que vais sentir, enquanto ouves esta música) é que VENHAS CÁ SEMPRE, porque me (nos) fazes falta!
 
Como tu me disseste:
 
Vem cá, aconchega-te nas minhas mãos...porque são precisos "estilhaços" para recomeçar tudo de novo, com mais garra e perseverança!
 
 
Fotografia de © João Alves
 
 


 

queria ser lua
mas não consigo

queria ser sol
mas não tenho brilho

queria ser homem
mas é mais ferido

queria ser altiva
mais refilona
mais mandona
ninguém pisaria
julgaria
duvidaria

querer...queria...
mas sou sempre
a mesma Maria!

sentada no alto do embondeiro, abro a múcua, começo a comê-la, que arrepio...cuspo os caroços para o mundo pequenino a meus pés...e…
silenciaram-se as armas, não há fome, não há frio, não há choros.
Há amantes, amados, calor...calor humano...
poesia... poesias
plantados por simples caroços!

 

FATYLY

12/02/2005

 

 

Foi assim em 2005.

Hoje, hoje temos um mundão de coisas tão bonitas, tão nossas, já viste?

Como eu gosto, Mãezona, de tanto gostar de ti!

Beijo emocionado por te saber aí, mas, sempre, sempre, tão aqui, connosco.

 

 



publicado por Cris às 01:24 | link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

 

Enquanto desfio instantes, tento afastar de mim o inverosímil.
Em vão...
Quão presente é[s] ainda…

Quão, incessantemente, permaneces!

 

 

 Fotografia de ©David Santos

 

Sabia de cor o som dos teus passos
Adivinhava-lhes o tom,
Ainda que não deixasse rastro,
Ainda que se juntasse a outros tantos
 
Não precisava ver-te
Porque te queria,
Eu queria-te tanto!
 
E quando chegavas
Todo o meu corpo era festa
Quando sentia aquele afago de veludo.
 
Como eu gostava
De me esquecer em ti,
Na tua chegada.
Era saudade,
Era toda desejo de me apear no beijo que me davas
 
Desfaço colares de instantes

Lançando preces para o céu que ora invento

Dançando sozinha nesta pista
Com a falta que agora tanto sobra.
 
Eu sabia-te de cor
No tempo em que não precisava de te ver,
Quando me bastava a melodia;
Adivinhar, sem ver,
A cor do som dos teus passos.
 
 



publicado por Cris às 02:39 | link do post | comentar | ver comentários (12) | favorito

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

 

 

Comovem-me todos os teus gestos, emociona-me esse teu olhar.

Aprendo-o contigo não da mesma forma que tu já que o teu é único, tem aquela cor indefinida, tão terna, aquela que o teu companheiro dizia ser tua apenas no momento em que o olhavas, e que, ao olhá-lo, nos beijavas. Depois, era vê-lo irradiar alegria pela partilha que experimentávamos.

Tudo é sempre nosso, nosso, tão ternamente nosso.

Não existiram nunca quaisquer portas no lar dos abraços que davam pois que houve sempre lugar para nós.

Sou feliz por te saber aqui. Sou feliz quando em ti me abrigo e as tuas mãos me percorrem as incertezas.

Mentir-te-ia se te dissesse que não choro, mas, dou-te a certeza que sei que gostas de guardar, da promessa de que sempre que te ouço, me acalmo, que ainda que pareça inquieta, saio do regaço do teu beijo segura de que vais comigo e que, Lá de Cima, ele, o teu companheiro, sorri, irradiando aquela alegria de que tanto gostamos.

Pouso-te na palma das tuas mãos este poema por sentires saudade dum abraço. Saboreia-o pois são dele as palavras. Eu? Apenas ergui os meus braços para as agarrar enquanto ele me segredou que nos olha, que se vai sentar sempre naquele lugar virado ao nascer do sol do teu riso, e que, não há nada mas nada que o faça mais feliz do que te ver sentir o seu abraço sempre que te dizemos o tanto que nós te amamos.

 

Imagem: © Rodney Hyett; Elizabeth Whiting & Associates/CORBIS

 

 

Entrei em casa, pousei o casaco, a mochila. Fui ao vosso quarto. Quando ia para lhe dar um beijo…não estava.

Já estavas atrás de mim, e, antes que te perguntasse fosse o que fosse, disseste-me:

-Está na cómoda. Ao mudar as flores entornei a água. Para que não se molhasse, está frio, achei que ficava mais confortável ali.  

-Eu sei, Mãe. É apenas uma fotografia, eu sei. Mas este beijo que lhe venho dar é tão cheio de tudo o que me apetece sempre dizer-lhe passe o tempo que passar!

-Querida, hoje, mais do que nunca, queria tanto um abraço!

Não te deixei dizer mais nada. Dei-te um beijo, saí do quarto, voltei a entrar, e, dei-te outro e outro e outro…  Riamos.

Viemos para a salinha e perdemo-nos a conversar.

 

 

Imagem: ©Gareth Brown/Corbis

 

 

Falei com o teu Amigo, sabias?

O teu companheiro,

Que te enchia as horas de açúcar...

Falei com ele, pelo acordar da madrugada!

Vinha de te ver dormindo...
De te aconchegar num beijo,
Para que sentisses o calor
Deslizar pela dobra do lençol,
Do bragal por ti bordado...
 
Abanou o meu sono, devagar...
Não acendi luzes,
Que a manhã já abrira os olhos.
 
Conversámos tanto!

E contou-me que já sabia agora

Dessa cor dos teus olhos...

Que vinha mil vezes aconchegar-te

Com abraços apertados...
E que te amava mais e mais!
Que adorava ver-te,

Ouvir-te cantar aqueles fados

Enquanto lhe falavas de nós.
 
Que se havia sentado,
Olhando o quintal
Vendo como colhias
A fruta madura
Das árvores que plantaram juntos...
 
Que estivera na sala,
Que te vira,
Te adorara,
Enquanto nos ensinavas
A ser um dia como tu...
Tão mãe! Tão linda!
 
Chorámos
Os dois...
Falei-lhe de nós.

Falei-lhe da saudade que sentíamos

Falei-lhe de tudo!
 
Ele continua igual
Tão doce,
Tão bonito como era!
Trazia nas mãos flores
Cheirosas
Campestres...
Colhera-as na serra,
Contigo,
Para ti...
 
Disse que tinha de ir agora
Velar esse teu belo acordar
Abrir-te os olhos da alma
Orvalhá-los com a comoção
De quem sabe amar...
 
Deixou o ramo comigo
Com um recado breve.
Trago-to,
Vou dizer-to,

Enquanto pouso o ramo de flores

Na sala...
Mais tarde levo-to.
Agora,
Vou dar-te o pensamento
Desse belo companheiro
Que te fez feliz...

" És linda! A mais linda das mulheres! "

  

Ele é mais bonito que um anjo sabias?

Tão feliz, com aquele ramo,
Este que pousei na sala
Que te vou levar,
Com um recado breve,

O pensamento que há pouco te contei...

 
Obrigada, Mãe.
Obrigada por seres assim,
Tão nossa,
E tão,
Para sempre...
Dele!
 

 

 

 



publicado por Cris às 00:13 | link do post | comentar | ver comentários (13) | favorito

Sábado, 3 de Janeiro de 2009

 

 

 

 

 

Winter Song

Sara Bareilles - Ingrid Michaelson

 

bum bum bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum

This is my winter song to you.
The storm is coming soon,
it rolls in from the sea

My voice; a beacon in the night.
My words will be your light,
to carry you to me.

Is love alive?
Is love alive?
Is love

They say that things just cannot grow
beneath the winter snow,
or so I have been told.

They say were buried far,
just like a distant star
I simply cannot hold.

Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?

This is my winter song.
December never felt so wrong,
cause youre not where you belong;
inside my arms.

bum bum bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum
bum bum bum bum bum bum

I still believe in summer days.
The seasons always change
and life will find a way.

Ill be your harvester of light
and send it out tonight
so we can start again.

Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?

This is my winter song.
December never felt so wrong,
cause youre not where you belong;
inside my arms.

This is my winter song to you.
The storm is coming soon
it rolls in from the sea.

My love a beacon in the night.
My words will be your light
to carry you to me.

Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?
Is love alive?

 

Porque há gestos tão bonitos, obrigada Mariz



publicado por Cris às 16:48 | link do post | comentar | ver comentários (15) | favorito

Quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

 

 

 

Levo comigo os sonhos,

todos os que as minhas mãos são hábeis de sustentar.


 

 

Fotografia de  © Chimera`

 

 

 

 

Esqueço tudo o mais.

Vadio pelo acaso,

Com tempo…

Com todo o tempo do mundo!

 

 

 



publicado por Cris às 17:18 | link do post | comentar | ver comentários (10) | favorito





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