Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

 

 

Longe de mim, o mirante daquele sempre,

de onde nos víamos.

Longe de mim, os campos percorridos,

desenhados a quatro mãos,

frondosos de tanto momento.

 

 

 

 

Imagem de ©LGB retirada daqui

 

 

Vou deixando cair

Povoados de tristeza

Sobre um coração.

Vejo ainda arder as mágoas

Com os meus olhos

Cristais estilhaçados,

Antes caleidoscópios

Quando olhava

E te via,

Multicolor de gestos.

A noite vinha, merina,

Prenhe de oferendas,

De leitos cálidos

Onde repousávamos instantes,

Quando nos pensávamos…

 

 



publicado por Cris às 18:47 | link do post | comentar | favorito

7 comentários:
De M a 2 de Dezembro de 2008 às 13:56
Belas palavras aqui juntas.


De LGB a 16 de Novembro de 2008 às 17:10
Serão memórias...?
Belíssimo este texto Cris!

Beijinho


De Cris a 17 de Novembro de 2008 às 20:04
Bela é a tua fotografia, Luís!
Ando a "limpar" o meu sotão, daí que te possa ter dado ideia de memórias... Há momentos menos bons. Mas também há pessoas que nos puxam para cima, que nos animam e há que andar para a frente, não é?
Devagar a limpeza será feita e logo, logo, estará tudo "a brilhar"!

Mil beijos.


De Claras Manhãs a 15 de Novembro de 2008 às 00:49
Minha Querida

Já o ÉS, e isso é o que interessa, sempre FOSTE, e isso é que é importante, vais voltar a ESTAR, e isso é o mais importante de tudo.
O SER está sempre connosco é só dar-lhe oportunidades.

beijinho, meu doce


De Cris a 15 de Novembro de 2008 às 01:06
por isso eu "alaguei" o teu post, Minucha, quando o li, por não ser, entendes?
beijo


De Fatyly a 14 de Novembro de 2008 às 21:56
Mais um momento único e de rara beleza. Nunca mais voltamos a SER o que fomos porque aprendemos com os erros dando muito mais valor a coisas que nos passavam despercebidas., apesar de nesse processo haver momentos em que "Vou deixando cair povoados de tristeza sobre o coração".
Em vez de lutarmos para voltarmos a SER, vivamos um dia de cada vez e SÊ.

Um beijo enorme e sincero


De Cris a 15 de Novembro de 2008 às 00:58
perdoa, mãezona, mas não consigo.

beijo.


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