Sábado, 6 de Dezembro de 2008

 

[…] 

Quando morrermos, vamos esperar por nós junto ao mar!

Quando morrermos, vamos começar tudo de novo!

Quando morrermos, será lá o nosso ponto de encontro, já que nos encontrámos nos braços um do outro quando juntos fizemos um pacto.

 

 M.C.Miranda

 

Fotografia de © Maria João Marques

 

 

Acercar-me-ia de ti,
Do período de toda a comoção,
Como quando assim eu ficava,

Quando me lias
Por dentro…
 
Depois,
Quando já dormisses,

(Como adorava ver-te dormir!..)
Penduraria a lua no céu

Para que nem mesmo ela te perturbasse.
Vestiria o eco daquele tecido de lã tão brando,

Que quiseste fosse meu,
Porque mo havias dado

Para os momentos em que não podias estar,

Em que não me aconchegavas,
Porque não podias…
 
Mas vinhas!
Deixavas de correr para saltar,
Antecipavas-te aos teus gestos,
 Para que só houvesse lugar a sentir o paraíso,
Como uma oferenda,
Uma oração,
A tua escolha,
Dizias-me…
 

Retomo o fio da história que te contava

Ainda há pouco,
Ali, mais acima,
Naquele lugar onde fizemos o pacto
De que seria lá que nos encontraríamos,
Que nos esperaríamos.
 
É por ali que me resto,

Plena,
No porto seguro

Da mais bela manhã de um Dezembro,
Passeando-me pelo areal
De quando em vez amansado

Pelo toque anilado da lembrança dos teus olhos,

Ou,
Num excerto do mais encantado poema
Que um dia
Escreveste para mim.

 



publicado por Cris às 23:56 | link do post | comentar | favorito

29 comentários:
De Miguel Barroso a 27 de Dezembro de 2008 às 15:11
Boas Festas.



Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO (http://podesmandar.blogspot.com)


De Cris a 27 de Dezembro de 2008 às 16:57
"Foram boas as festas, Miguel, (Pá)
Fico contente...
Fui buscar "urgentemente" um cheirinho a alecrim" (o teu espaço que já adicionei aos favoritos)

Beijo



De Paulo - Intemporal a 26 de Dezembro de 2008 às 22:02
Porque ler-te por dentro é sentir-te por fora à distância dos equinóceos.

Um beijo


De Cris a 27 de Dezembro de 2008 às 16:53
Bom quando se lê por dentro. Tudo permanece.
A distancia não existe, desde logo.
Bons os passeios, Paulo.
Beijo


De O'Sanji a 22 de Dezembro de 2008 às 18:39
Um feliz natal e um óptimo ano novo!


De Cris a 25 de Dezembro de 2008 às 12:25
Um Santo e Feliz Natal, O'Sanji e aquele abraço apertado repleto de tudo de bom.
Com carinho, Cris


De batista a 21 de Dezembro de 2008 às 18:03
Cris, do fundo de minh'alma peço a Ele que cubra de bençãos a ti e tua família. Feliz Natal!


De Cris a 25 de Dezembro de 2008 às 12:28
A maior benção é ter a familia reunida, a sorrir perante um sonho tornado realidade: Termos na mesa o pão da felicidade de estarmos juntos, completos e com todos os Amigos que sabemos não se esquecerem de que estamos presentes, ainda que do lado de cá da margem deste nosso Mar que não nos separa, nos une!
Feliz Natal, João para ti e todos os teus, meu Amigo.
Meu beijo fraterno


De Paulo - Intemporal a 20 de Dezembro de 2008 às 22:35
Reconhecidamente grato à presença que sob a forma de amizade encontro aqui, venho desejar um Santo Natal, que anseio renovado em essência há muito perdida entre os homens.

Porque o Natal é uma mensagem no tempo, que se quer in.tempo para sempre.

Boas Festas


De Cris a 25 de Dezembro de 2008 às 12:32
Antes de mais, somos Pessoas, sem raça, cor... Acreditar que estamos juntos à volta desta mesa é já um começo. Cabe-nos a nós acreditar que o sonho é real como a alegria de estarmos unidos.
Santo Natal, Paulo.
Obrigada por todos os passeios que temos dado e por todos os outros que daremos pelos nossos dias felizes!
Beijito, Cris


De Paulo - Intemporal a 18 de Dezembro de 2008 às 20:29
E hoje por vários motivos preciso de estar aqui um pouco.

Posso?

É que está tanto frio lá fora e encontro tanto calor aqui, onde o belo é de íris raiada!

Obrigado!


De Cris a 18 de Dezembro de 2008 às 23:40
Vai ao (In)Temporal, pega na mochila, traz um caderno, um lápis, e depois, vamos saborear um belo passeio pelo sonho.
Só vai estar frio lá fora, bem longe do [nosso] imaginário.
Não vai haver espaço a tristeza. Sequer imaginarás que existe ante tanto arvoredo de sorrisos.
Vá, vai num instante e volta para darmos um belo dum passeio seguindo pelo trilho dos dias felizes.


Beijo amigo, Paulo.


De Daniel Aladiah a 15 de Dezembro de 2008 às 21:57
Querida Cris
Muito sentido e sempre delicado, pois ronda outros mundos, afectos que partiram...
Boas festas!
Um beijo
Daniel


De Cris a 15 de Dezembro de 2008 às 23:14
Daniel,

Gosto da forma como [me] lês.
Afectos que partiram, mas, que se sentirão sempre, aqui dentro...
Boas festas para ti e todos os teus, Amigo.


De Carla a 14 de Dezembro de 2008 às 19:03
...este é um poema encantado...sem sombra de dúvidas
beijos doces


De Cris a 15 de Dezembro de 2008 às 23:10
Tal como tu, Carla. Encanta a forma como mimas as palavras.
Beijo com cheirinho a canela


De Paulo [Intemporal] a 12 de Dezembro de 2008 às 06:36
Desculpe a intromissão, entrei pelo blogue "Uma Nova Cubata" da Fatyly .

Gostei muito deste lugarejo, onde o enquadramento das ilustrações, associado à beleza do cor de fundo do blogue e à grandeza de palavras belas que reúnem poemas de enorme qualidade e sentido me prendem definitivamente a este espaço, onde o revisitar será sempre um prazer constante.

Parabéns!

Um abraço


De Cris a 15 de Dezembro de 2008 às 23:09
Recíproco o que senti quando fui ao teu espaço.
Ler o que escreves é um prazer, mesmo!
Obrigada, Paulo.
Vem sempre que queiras.
Um beijo amigo.


De Helena Paixão a 11 de Dezembro de 2008 às 22:08
Após esta leitura, sáio deste teu blogue com a alma mais enriquecida. Lindo.
Bjs


De Cris a 15 de Dezembro de 2008 às 23:06
Lena, falas de riqueza e sorrio.
Basta ir olhar cada uma das tuas fotos, cada um dos momentos que retens para vermos um mar de cor... Rico, sim, é o modo como olhas. Cada imagem um poema cheio de palavras que imaginamos por ti "escritas".
Beijo amigo


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