Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

 

Belos os olhos daquela vontade!

Quão mais belos se tornarão quando se encontrarem com uma outra…

 

 

 


Fotografia de  © Adrian LaRoque

 

 
 
 
Esvoaçam anseios,
Escondem-se entre os cabelos
Do mel que escorre daquele rio.
Mansa atmosfera!
Vai balançando entre sonhos,
Lugares imaginários ornados de abraços.
 
E é neste encanto cálido,
Bailando numa pista de risos
Que virá sentar-se aqui,
A vontade tatuada de tons dourados,
Iluminada por luares de beijos,
Prolongada pela música
Com sabor a mel,

Com sabor a poema.

Sentar-se-á naquele banco,

Deliciando-se com a espera

De uma outra vontade…

 

E quando ela chegar,

Habitarão para sempre aquele ensejo,

Abrindo as janelas à foz da noite,

Que sorrirá,

Enchendo o silêncio com a certeza:

De que as duas vontades,

Não eram senão duas margens

Que tanto se queriam,

E que se encontraram,

Na praia fluvial dum momento mágico.

 

 



publicado por Cris às 00:12 | link do post | comentar | favorito

25 comentários:
De lgb a 6 de Março de 2009 às 10:37
Belas palavras tão bem emolduradas...

Beijinho


De crismestre a 1 de Março de 2009 às 21:11
Bonitas palavras a acompanhar uma imagem mágnifica e muito bem escolhida


De Daniel Aladiah a 28 de Fevereiro de 2009 às 15:47
Querida Cris
Adoro esta música, que embeleza um post extraordinário nas palavras e na imagem.
Um beijo
Daniel


De LORENZO MONSANTO a 27 de Fevereiro de 2009 às 12:07
Duas margens que se encontraram...

Um rio que a ninguém arrastou....


De Paulo Mello a 26 de Fevereiro de 2009 às 17:17
Cris, leio teu poema e de certa forma identifico nele algumas imagens que me lembram um momento pelo qual passei recentemente.

"De que as duas vontades,
Não eram senão duas margens
Que tanto se queriam,
E que se encontraram
Na praia fluvial dum momento mágico."

Houve o encontro... houve o momento mágico...

Estou tão feliz que não ouso colocar em palavras aquilo que estou vivendo, pois corro o risco de não conseguir nem pronunciar a palavra FELICIDADE.

Teu poema, Cris, tocou uma parte profunda em mim.

Receba meus cumprimentos num afetuoso abraço,
PMello


De Cris a 26 de Fevereiro de 2009 às 19:18
Não deixes de dizer bem alto que és feliz, Paulo!
Tantos caminhos que se percorrem, já viste? Uns, parecem-nos tão íngremes, mas, sempre, sempre, encontramos algo que nos faz andar para a frente.
Não te fiques pelo ousar. Diz, canta a tua felicidade.
Bom que estejas assim, para que espalhes esse sentimento à tua volta.
Beijo amigo e como a minha mãe tanta vez diz:
"Deus não fecha uma porta sem antes abrir uma janela..."
Segue em frente, disfruta, e goza desse prazer infindo de estares Feliz.


De Claras Manhãs a 26 de Fevereiro de 2009 às 03:14
A imagem é espectacular!
O poema completa-a de maravilha.
Escolhes palavras que sempre me deixam com os olhos rasos de água.
Já outros o disseram, Cris, minha querida, tu fazes magia.

beijo grande de ternura pura


De Cris a 26 de Fevereiro de 2009 às 19:20
Marta, não faço magia, sua tontinha. Escrevo o que sinto e esta imagem, mais do imagem diz-me tanto, tanto!

Beijo amigo, Linda.


De Odele Souza a 26 de Fevereiro de 2009 às 00:58
Cris,

Vim te agradecer pelo simpático comentário deixado no blog de Fatyly sobre o post que ela fez para Flavia.

E que bonito este teu post Cris. Foto e texto. E que gostoso ver o carinho transmitido nos comentários que te deixam. É porque por onde passa você semeia ternura e simpatia.

Um forte abraço.



De Cris a 26 de Fevereiro de 2009 às 01:50
Não tens nada, mas nada a agradecer, Odele!
Vai ser uma realidade, Querida!
Estamos todos juntos, contigo, convosco.
Beijo doce para ti e um lambuzado na ponta do nariz da nossa Flávia.





De Carla Alves a 25 de Fevereiro de 2009 às 23:38
Olá Cristina,


Gostei muito do momento, bem calmo, que aqui passei hoje.

Parabéns pelas imagens, os textos e … a música – fantástica!

Voltarei!


Um grande beijinho,
Carla


De Cris a 25 de Fevereiro de 2009 às 23:51
Obrigada, Carla :)
Tal como eu gostei daquele teu texto, da "nossa" Lilly ;)
Que ternurinha!



De Helena Paixão a 25 de Fevereiro de 2009 às 23:24
"Lugares imaginários ornados de abraços"... Pronto, encontrei a melhor descrição que pode ser feita para o teu blogue :-)) (imagina-me aos pulos deste lado do ecran, qual criança que descobriu uma coisa fantástica).

Beijocas!


De Cris a 25 de Fevereiro de 2009 às 23:27
Lena, dos comentários mais deliciosos que tive!
És mesmo uma Paixão ;)

Mil beijos


De mariz a 24 de Fevereiro de 2009 às 13:43
Não saias daí
fica sentada vendo o rio correr
diz-lhe que leve os teus desejos
insatisfeitos
e as esperas intermináveis
do provir
Não saias daí
fica atenta ao silêncio que te fala
ao teu som que te embala
e ao correr do teu sangue
que te aquece por dentro
Não saias daí...
sente a brisa suave...
só aí sentirás Deus
Não fui eu que disse...
foi ELE!
Naõ saias daí
e espera por mim...


Vou levar comigo a Kate e aguardar quando a colocar. Posso?

Abraço-te numa madrigada a duas vozes por entre risos
e espantos de tanta gente por aí...não saber esperar por si!

Sempre...
Mariz


ainda não dormi...mas deite um beijo de boa noite para não te acordar e desliguei de mansinho...xxiiiiiuuuuu!



De Maris a 24 de Fevereiro de 2009 às 13:45
errata: MADRUGADA!


De Cris a 24 de Fevereiro de 2009 às 16:53
Claro que podes levar. Linda esta canção dela, o poema. Confesso que não seja cantora da minha preferência, mas este tema é muito belo!
Do teu poema? Permite-me que o guarde, num silêncio cheio de som, ausente de todo de ruído.
Belo demais!



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