Quinta-feira, 26 de Março de 2009

 

 

Imagem de  © Ana Rita Pinto

 

 

 

Tanto para ver no prado rosado. Tanto lugar bonito.

O prazer de repousar, depois, na margem do riacho dos dedos.

Deixamo-nos ficar.

Temos ainda tanto céu por descobrir!

 

 



publicado por Cris às 23:43 | link do post | comentar | favorito

14 comentários:
De Mariz a 31 de Março de 2009 às 02:09
É aqui...
Bati e ninguém ouviu...é verdade que bati devagarinho...não gosto muito de campaínhas ruidosas, ou de bater palmas como que para afastar os gatos...mas de sinos sim...mas nas grandes quintas....um dia hei-de ter um..porque vou ter uma quinta. Diz-se que tudo o que pedimos ao céu, o pedido fica registado e que, na altura certa, a prenda vem...ainda estou a aguardar.
Mas...não querendo me perder pelos pensamentos...
Então lá fui entrando...encontrei uma cadeira de baloiço ainda em movimento... e pensei: alguém deve ter-se levantado quase na hora de eu chegar, mas não me viu

Em voz ainda de quem está meia adoentada - depois de 1 mês de cama - disse: boa tarde...está alguém em casa? -
O silêncio continuava...achei por bem não verificar nos outros compartimentos...poderia vir alguém e não gostar...
Então, decidi sair.
Passaram-se mais alguns dias...ainda dei umas voltinhas - bem poucas, por aí - e decidi então voltar lá.
Ouvi então vozes...e fiquei ali á porta a ouvir, para não interromper. Estavam a falar sobre a morte de alguém...se bem ouvi, era de uma tia qualquer(?) acho que era...Mari, se bem percebi. Mas como não intui que houvessem lágrimas, fiquei ali mais algum tempo. Então é que percebi que era a mãe a contar uma história á filha...
Deixei-as ficar. Dei meia volta e fui até ao campo dos girassóis, apanhar um pouco de sol e ouvir as outras histórias de riachos, onde os devas da natureza brincam e pulam por entre o rodopiar das águas pelas pedras que encontram. Que bom que é ouví-las enquanto olho o azul do céu...
De repente, senti alguém tocar-me no ombro ao de leve...olhei e eras tu!
Vamos lá então passear um pouco, porque já me sinto melhor, por estes campos de girassóis, porque amanhã entrarei seriamente dentro das minhas cinzas...e só depois as espalharei pelo vento quando (re)tornar a viver!

Deixo um ramo de (mal)mequeres e um frasquinho com óleo de jasmim, que colocarei nas palmas das tuas mãos, em sinal de benção. Quando as fechares sentirás que o teu coração a enviou a todos os seres do teu corpo.

Deixo-te a minha PAX
Sempre...
MAriz



De Mariz a 31 de Março de 2009 às 04:17
voltei para dizer que a minha história está muito repetitiva...porque detesto escrever para livros de quadradinhos...(comentários) como em todos. E porque detesto rever, e a letra aqui,como na Bia, ou na Loba, é deveras pequenina e tudo isso me desconforta um pouco...logo, sempre que me alongo, a coisa sai mal.
Depois em outro inconveniente...depois de publicar, não dá mais para apagar e escrever de novo. Ainda para agravar mais a situação, o cursor falha, vai pastar para outras frases já escritas e como nem sempre olho para o que escrevo...
Uma dose!
Uma cena!

Um beijo
E adeus

Mariz


De Paulo Mello a 28 de Março de 2009 às 16:33
errata: depois da frase: "falar com ela", tem um ponto que esqueci de colocar (risos).

Eu mesmo acho que sou chato com este perfeccionismo. Minha amada sempre me fala que não preciso ficar corrigindo tudo que escrevo, só quando a frase fica sem sentido, pois os pequenos erros passam muitas vezes despercebido, e o que importa é a sinceridade e a emoção com que a pessoa quer passar a mensagem.

Concordo, mas estou sempre incorrendo no mesmo erro... com o tempo eu melhoro (risos).


De Paulo Mello a 28 de Março de 2009 às 16:23
Tens razão, Cris, amargura não combina comigo. Ontem, triste, solitário, saudoso, amargo, mas hoje, novamente esperançoso, amando mais do que nunca, com vontade de acertar minha vida, com intenção de equilibrar meus ciúmes, com o propósito de não fazer cobranças, pois se continuar agindo como tenho feito, exigente e cobrador, com toda certeza vou perder meu rumo, vou me perder em questões menores e também meus objetivos, e como meu maior medo é o de perder a pessoa amada, tenho que colocar na mente que devo mudar meu comportamento tão exigente e possessivo.

Ufa! Que discurso, hein? (risos)

Mas hoje estou mais tranquilo (já que aboliram o trema, melhor, risos), mais esperançoso, mas continuo impaciente, pois minha amada não está em casa e preciso urgentemente falar com ela Também não posso mudar de um momento para outro, não é mesmo? (risos)

Cris, para que não me julgues um "louco varrido" devo esclarecer que o arroubo aí de cima se deve à nova postagem dela. Tivemos uns desentendimentos por estes dias e eu, infantilmente, me recusava a aceitar o que ela podia me oferecer (na verdade, um tiquinho a mais do que amizade), mas para quem gosta como eu gosto daquela menina, cheguei à conclusão de que eu vou ter que conquistá-la a cada dia, até que um dia ela possa me amar com a mesma intensidade com que a amo.

Receba meu abraço, Cris, e os votos de que teu final de semana junto dos teus, seja de tranquilidade e alegrias no seio familiar.

Com sinceros cumprimentos,
PMello



De Cris a 28 de Março de 2009 às 16:48
Eu percebi, Paulo, porque fui lá e calculei que algo acontecera.
Quando gostamos muito, muito, Amigo, tornamos-nos nuns "tontos" (aos olhos dos outros) mas, que importa, se é tão importante "Gostar tanto, tanto, como nós gostamos?"

Houve um tempo assim, (confesso que ainda há e vai haver, ainda que saiba que só existe aqui dentro).

Pensa que, apesar de tudo, desses pequenos "desencontros" a podes ouvir, com ela podes falar...Pensa nisso, Paulo, e, imagina a fortuna que tens!

Um beijo com carinho.
Estou certa de que entendeste o que te queria dizer :)
Lê de novo o texto do Carlos Drummond de Andrade. Leio-o tanta vez, tanta!...
Posso tanta coisa, sabes, mas, pudesse eu outras...







De Paulo - Intemporal a 28 de Março de 2009 às 12:28
venho nas asas do vento norte respirar na brisa de tanto céu, o teu, o nosso, por re.descobrir ainda que por mais uma vez.

um beij.íssimo meu _________________________ .


De Adrian LaRoque a 27 de Março de 2009 às 21:50
Eu quero mais do que tudo! Bom post!


De Cris a 27 de Março de 2009 às 23:48
Descobres tantos por cada vez que nos mostras/dás as tuas imagens, Adrian.

Um abraço deste lado do oceano.


De Fatyly a 27 de Março de 2009 às 18:51
A foto está um must:)

Tu és um riacho de ternura e deixa-o correr à vontade porque ainda tens tanto céu para descobrir!

Adorei!

Uma beijoca para ti e para a autora da foto e maninha:)


De Cris a 27 de Março de 2009 às 23:45
Está uma ternura!
Gostei tanto que lhe pedi para a por aqui.

Ternura és tu, Migota.

Beijitos das três Marias ;) para ti


De Paulo Mello a 27 de Março de 2009 às 13:19
"Amargura"
Araújo Jorge

Só podes me ofertar o silêncio e a amargura,
- meu pobre amor de ti só espera a indiferença...
Perdoa o meu amor... perdoa-me a loucura
que quem tem, como eu tenho, um coração, não pensa...

Há muito pela vida eu seguia à procura
de alguém que viesse encher de luz minha descrença...
Foi então que te vi... e julguei que a ventura
pudesse ainda encontrar nesta jornada imensa...

E foi assim que um dia eu fui sentimental...
Acreditei no amor... E, talvez por castigo
fizeste-me sofrer - mas não te quero mal...

Quem amou, fui eu só... Eu nunca fui amado!...
Mereço a minha dor, e este sofrer bendigo
na amargura cruel de me julgar culpado!


Cris, tanto para ver no prado rosado, tanto lugar bonito para se repousar e esperar pelo depois à margem do riacho dos dedos para descobrir o tanto de céu que ainda não descobrimos... Que bela poesia tu criaste, amiga, que tive de passear por ela. Esta imagem me levou a um canteiro de margaridas que tanto aprecio e donde tantas vezes colhi para brincar de bem-me-quer... hoje só vejo o mal-me-quer pela frente.

Um bom final de semana pra ti, amiga, junto dos entes queridos.

Deixo os cumprimentos de sempre no abraço fraterno,
PMello


De Cris a 27 de Março de 2009 às 23:43
Paulo,

Que seja somente um menos bom momento este teu "...hoje só vejo o mal-me-quer pela frente.", apenas e só. Delicia-te com a foto da Ana Rita, tanto bem querer, já viste? Tudo o mais vai passar.
Obrigada pelo poema belo tal como todos os que me tens dado a ler/conhecer do teu/vosso Araújo Jorge.

Amargura não combina contigo, nunca!

Abraço amigo




De toze a 27 de Março de 2009 às 00:23
Deixa então que perdure na margem do riacho dos teus dedos !


De Cris a 27 de Março de 2009 às 23:57
Deixo-me ficar sim, Tozé, porque não me canso, não me saturo de olhar um céu pleno de azul.

Beijo


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