Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

 

 

"Amor, cuántos caminos hasta llegar a un beso,

qué soledad errante hasta tu compañía!"

 

Pablo Neruda

 

 

 
 
Fotografia de © Rosalie Denik
 

 

 

 

Os olhos choraram
Enchendo o rio
Mas as mãos,
Moldaram-se num tálamo
De alguma água
Daquele que como um trilho,

Continuava correndo,

Buscando o mar…

Os olhos já não choram,
Mas as mãos?

Ah, como os olham agora,

Como que guardando
O esboço de um sorriso,
Espécie de peixe
Em vias de extinção
Que saltou
Para o pedaço de água,
Afluente do rio,
Que as mãos retiveram
Deixando que o caudal
Continuasse a sua incessante busca.

Os olhos já secaram,
Mas as mãos?
Que lugar!

São transparentes,
Cristalinas,

Guardiãs de bem quereres!

Os olhos estão já calmos,
Mas as mãos,
São viveiros!
E o rio?
Chegou ao destino,

O início

E ao renascer, ali,

Onde as mãos o esperavam

Vai banhar-se,
Sentir o frescor salgado do mar,

Todo a brisa marinha,

Qual beijo.
 
As mãos?

Abrir-se-ão em concha,

E formarão,
Rodeadas por ele,

O mais gracioso areal!

 

 

 



publicado por Cris às 00:15 | link do post | comentar | favorito

17 comentários:
De Adrian LaRoque a 18 de Julho de 2009 às 04:30
Belo, poema e foto.


De Cris a 21 de Julho de 2009 às 22:48
Obrigada, Adrian. Também achei aquela foto lindíssima. Esta fotógrafa tal como a Joana Petcu são óptimas!
Há ali naquele site gente que fotografa muito bem!

Gostei de ver as tuas fotos dos navios.
Um abraço do lado de cá do oceano.


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