Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

              

 

 

Permaneces.

eterno, enquanto dure, [ele dizia], o amor.

eterno, [ sei! ],

o que sinto...

ainda que não mais aconteça.

 

  Fotografia de ©Ana Rita Pinto 2008

 

 
 

Fui fiandeira

E fiei,

Três fios...

Do meu cabelo!

 

Com três fios,

Três cabelos,

Tornei-me, então, tecedeira!

 

Sentei-me ao tear,

E teci!

E num ocupar do tempo,

Cresceu um belo entrançado,

Manta de tão bem te querer!

 

E continuei laborando,

Tecendo, na manta, um castelo!

 

Caiu a tarde,

A noite já vai tombando.

Já te espero,

Te adivinho,

Do tear me vou levantando...

 

Espero por ti, fiando,

Mais três fios...

De cabelo.

E fio com eles a estrada,

Por onde vens caminhando!

 

Já sou agora princesa!

E tenho a maior riqueza,

De te adivinhar chegando!

E vais entrar no castelo,

Tecido na manta,

Entrançado...

Com três fios do meu cabelo!

 
 
Junho 2002

 



publicado por Cris às 14:52 | link do post | comentar | favorito

11 comentários:
De Helena Paixão a 26 de Dezembro de 2008 às 22:19
Gostei imenso da cadêcia, da sonoridade, do tema, do tecer deste teu belo poema!
Bjinhos


De Carla a 7 de Novembro de 2008 às 12:06
Tão lindo ritmo suave deste teu poema que me faz voltar no tempo...creio que ainda não te tinha dito mas acho este teu novo espaço lindo, de uma sensibilidade muito especial. Parabéns
beijos


De Cris a 7 de Novembro de 2008 às 15:39
O inverso é verdadeiro, sempre que vou até ao teu recanto (Des)Alinhado :-)
Mil beijitos, Amiga.


De Nuno de Sousa a 4 de Novembro de 2008 às 23:27
Lindo... fiquei encantado e sabes me fez recuar no tempo e olhar meus avós, minhas tias... não me perguntes porquê mas talvez por as ver fazer o que aqui escreveste. Adorei amiga fizeste-me sonhar obrigado :-) Bjs grandes


De Cris a 4 de Novembro de 2008 às 23:54
Bom que gostaste, Nuno. Já tem uns anos mas, gosto tanto dele!
Que nunca deixemos de sonhar
Beijo


De Cristina Mestre a 4 de Novembro de 2008 às 23:26
Mais um lindo poema!
Beijo xará


De Cris a 4 de Novembro de 2008 às 23:50
Obrigada, Cris.
Este poema é-me muito querido!
Tem uma sonoridade que lembra as cantigas de amigo. Gosto dele, particularmente.
Ficou tão bonito, junto com esta imagem da minha querubim ;-)
Beijo doce para ti, xará.


De Fatyly a 4 de Novembro de 2008 às 09:02
Este teu poema fez eco e acho que já o tinha lido. Lindissimo e foste buscar um foto a condizer igualmente lindissima.

A vida é a arte de irmos fiando a nossa manta...

Adorei

Beijos fiota e um resto de BOM DIA!


De Cris a 4 de Novembro de 2008 às 14:44
Mãezona, não achas, leste-o sim, na antologia dos Sonhos de Poeta.
Recordas-te daquele episódio, ainda no outro meu blog, de eu ser acusada de plagiar a Imira.
Pobre coitado que lá podia imaginar que eu era a Imira...rsss

Mil beijos, Amigota.
A fotografia é linda, não é?


De Claras Manhãs a 3 de Novembro de 2008 às 17:56
Vê lá tu, que te perdi nas mudanças de um lado para o outro.
Sorriso
Mas nunca te perderia durante muito tempo
Faz-me falta a tua escrita.

Lindo conto de encantar.

Beijinho


De Cris a 3 de Novembro de 2008 às 19:43
este poema faz parte duma colectânea em que participei, Minucha, já lá vão um par de anos.
quando vi esta foto da minha filha, lembrei-me dele e fui buscá-lo ao báu.

Beijos


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